Maias, Astecas e Incas

O nascimento e desenvolvimento das civilizações Inca, Maia e Azeteca estão envoltas de lenda e mistério. Com uma história e costumes claramente diferenciados das outras civilizações, estas culturas tornaram-se em grandes impérios de notável relevância, apesar de não utilizarem o ferro para a elaboração de objectos ou, no caso dos Incas, uma língua escrita, símbolos indiscutíveis de progresso e poder para outras culturas. Os Incas construíram um império enorme na escarpada paisagem andina, os Maias estabeleceram a sua grande comunidade nas grandes selvas da América Central, enquanto os Azetecas criaram o seu povoado numa ilha no meio de uma lagoa situada nas altas mesetas mexicanas. Estes povos criaram civilizações recorrendo às características naturais das suas terras, desenvolvendo também progressos impressionantes no campo da engenharia, escultura, agricultura, astronomia ou matemáticas. O Odisseia mergulha na história das culturas anteriores a Cristóvão Colombo através dos últimos achados surgidos de escavações recentes realizadas nas zonas habitadas por ambas as civilizações há séculos atrás, além de animações e gráficos criados por computador. Acompanhem-nos nesta viagem no tempo, na qual iremos revelar alguns dos mistérios melhor guardados destas três brilhantes e exóticas civilizações.

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2º Ano – Portugal e as colônias da África

A publicação do senado abaixo, escrita por Arnon de Mello, relata o contexto das lutas armadas pelas independências de Angola, Moçambique e Guiné. Relata ainda as ligações do Brasil com a África e com Portugal.

https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/222404/000024733.pdf?sequence=3

Abaixo, interessante texto sobre as impressões de Arnon de Mello quanto a sua passagem pelo continente africano:

VIDA NAS ALAGOAS

A vida social ou aquilo que era com mais propriedade e mais ao gosto da época chamada “vida mundana” em Alagoas apresentou, no curso do tempo, fases diversas, de acordo com a evolução dos costumes e a situação econômico-financeira do meio.

Todavia, como acontece nas comunidades urbanas, sempre houve salões mais abastados e aristocráticos e mais em evidência do que os outros.

Na Maceió do princípio do século XX, a crônica social com Carlos Garrido o apreciado cronista Z, Raul Lima, o não menos lido Y, e as crônicas de modo geral fizeram sucesso e alimentaram as tradições republicanas do maceioense. Registram acontecimentos de certo relevo e apurado gosto. Abriam-se os salões particulares e os das sociedades dançantes com uma constância admirável, para as recepções ou festas de aniversário, casamento e batizado, onde perus e galinhas eram sacrificados em honra da data; bolos, pudins, doces de calda, os doces secos e os sequilhos eram feitos com antecedência. Esmeravam-se os anfitriões na nobre arte de receber. Não se podem confundir as recepções verdadeiramente elegantes e com presença de convidados com as improvisadas e tradicionais apresentações do coco, nas festas de natal, em vivendas de verão e com sabor rústico.

No século dezessete, Alagoas oferece reduto para os negros formarem os inúmeros quilombos, que prosperavam em todo território brasileiro, mas que tiveram, nos palmares, sua maior simbologia. O Brasil foi o país com a maior concentração de escravos negros do mundo, possivelmente, 3,5 milhões. A liberdade, por meio da fuga, cimentara-se pela anormalidade da vida administrativa e econômica da capitania de Pernambuco. Palmares perdurou por 64 anos, com capitulação em 1696; numa carta, transcrita abaixo, do governador da capitania de Pernambuco ao rei, há o relato da morte de Zumbi dos Palmares:

Senhor

O Governador de Pernambuco Caetano de Melo de Castro em carta de 25 de março deste ano dá conta a Vossa Majestade de como se houve a certeza de haver conseguido a morte de Zumbi. Para nenhuma dúvida se fizesse como tantas vezes sucedeu nos governos anteriores, assim para quietação dos povos como para exemplo dos negros que o julgavam imortal, e para demonstração do que diz envia cópia da ata que fizeram os oficiais da câmera de Porto Calvo, e por ela se vê que o troço das tropas de paulistas que ia por cabo o Capitão André Furtado de Mendonça que conseguiu a morte do negro no sumidouro que este artificiosamente fizera na serra dos dois irmãos conduziu o corpo a presença dos oficiais da mesma câmera; que se apresentou aos ditos oficiais um corpo pequeno e magro, em cujo exame se viram quinze ferimentos de bala e muitos de lança vendo-se que o membro da virilidade do dito negro se havia cortado e enfiado na boca também lhe faltando um olho e se lhe cortara a mão direita; que perante os oficiais da câmera juraram as testemunhas pertencer o cadáver ao negro Zumbi, a saber, um cabo maior que se apanhará vivo na companhia do dito, os escravos Francisco e João, o senhor de engenho Antônio Ponto e o lavrador de partido Antônio Souza, que todos haviam conhecido em pessoa o açoite daqueles povos; que se lavrou na ata do reconhecimento do cadáver do negro Zumbi, e que para que se pudesse isso mostrar ao governador de Pernambuco Caetano de Melo de Castro deliberou-se levar ao Recife somente a cabeça pela impossibilidade de levar o corpo todo; que no pátio da câmera, presente todos os oficiais, um negro decepou a cabeça a qual se salvou com sal fino, o que tudo se fez constar na mesma ata; que assim pode ele governador Caetano de Melo e Castro à vista da cabeça e da ata da câmera ter a certeza da morte do negro que tantos danos fizera à Real Fazenda e aos moradores das capitanias de Pernambuco.

Ao conselho parece fazer presente a Vossa Majestade o que escreve o Governador de Pernambuco Caetano de Melo de Castro de se haver morto ao negro Zumbi, o que Vossa Majestade deve mandar agradecer ao dito Governador o bem que neste particular e nos mais do serviço de Vossa Majestade se há havido. Lisboa, 02 de setembro de 1696.

(a) Conde de Alvear

(a) João de Sepúlveda e Matos

(a) José de Freitas Serrão

Como parece, 13 de setembro de 1696. (Rubrica)

Zumbi foi incorporado ao panteão afetivo da pátria brasileira; é o herói da libertação e emancipação dos negros, sua imagem original é desconhecida, mas é objeto de instigante representação visual e como modelo de beleza, unidade étnica, conectando a antropologia, a história, a estética, a religião, a política. O Líder e mártir do quilombo dos Palmares é, no documento abaixo, transcrito do original do Conselho Ultramaríno – Portugal, um capitão da história palmarina; rebelou-se contra o pacto celebrado entre Ganga-Zumba e o governador de Pernambuco. Assumiu o poder em Palmares e passou a intensificar a luta contra os proprietários da região e as autoridades Portuguesas. Tendo fracassado os esforços para reduzi-lo pelas armas, o governador João de Souza resolveu abrir negociações de paz com Zumbi. Um alferes do Terço dos Henriques abriu as negociações e prosseguiu-as sem resultado até fins de 1684. Por carta patente de 19 de fevereiro de 1685, foi nomeado novo governador de Pernambuco – João da Cunha Souto Maior. Dado que apenas sete dias separam a data da nomeação de Souto Maior para governador de Pernambuco e a carta para Zumbi, cabe supor que esta tenha sido trazida em mãos por aquele. O que não se consegue apurar é se a carta chegou a ser entregue ao chefe negro. A importância do fato de que o rei de Portugal tenha escrito uma carta a um rebelde infere-se que a situação militar se tornará insustentável, ou, pelo menos, que a coroa descartara a idéia de submeter os palmarinos pelas armas:

“Eu El-Rei faço saber a vós Capitão Zumbi dos Palmares que hei por bem perdoa-vos de todos os excessos que haveis praticado assim contra minha Real Fazendo como contra os povos das capitanias de Pernambuco, e que assim o faço por entender que vossa rebeldia teve razão nas maldades praticadas por alguns maus senhores em desobediência às minhas reais ordens. Convido-vos a assistir em qualquer estância que vos convier, com vossa mulher e vossos filhos, e todos os vossos capitães, livres de qualquer cativeiro ou sujeição, como meus fiéis e leias súditos, sob minha real proteção, do que fica ciente meu governador que vai para o governo dessa capitania para que o cumpra e guarde, e o faça cumprir e guardar inteiramente sem dúvida alguma pelos mais ministros, oficiais e pessoas a que toar o qual se mandará registrar nos Livros da Secretaria do dito estado e capitania e nos das Câmaras e mais partes necessárias para que em todo o tempo conste do que por ele ordeno, e velará como carta, e não passará pela chancelaria sem embargo da ordenação do Livro Segundo /tomos/ 39 e 40 em consº. Manuel Pinheiro de Fonseca o fez em Salvaterra a 26 de fevereiro de mil seiscentos e oitenta e cinco. O Secretário André Lopes de Laure o fiz escrever.”

Rei.

O tratamento infligido ao negro alforriado, livre em Alagoas, possui características e comportamentos diferentes no século XIX, XX e XXI, mas também, possui um núcleo, um dispositivo que permite a interligação de dois mundos, que não poderiam ser conectados diretamente; este limite comum permite trocas entre eles, algumas positivas e outras intolerantes:

O conjunto de condições naturais, sociais, culturais e políticas, em que está situado o escravismo no Brasil, têm sua base na economia, e o processo da libertação, também, integrou um substrato econômico.

O tratamento ao negro será, ao longo dos séculos, sempre duro, e Alagoas participará do fluxo e refluxo do escravismo brasileiro.

A proibição ao tráfico dos escravos negros, com a promulgação da lei Eusébio de Queiroz em 1850, diminui o número de contrabandistas em Alagoas, mas, a geografia do tráfico negreiro só terminará em 1955. O Diário das Alagoas, de 27 de julho de 1859, notícia que a Câmara Municipal de Maceió criará uma postura impedindo severas penas aos africanos que mercadejassem gêneros de primeira necessidade; citando que os negros monopolizavam o comércio de gêneros alimentícios e era necessário acabar com o monopólio.

O viés gerenciador do crescimento da cidade de Maceió foi erigido por meio dos abrigos para embarcações de vários tamanhos, providos de instalações para embarque e desembarque de cargas e passageiros, portos de Jaraguá, Bebedouro, Levada, Vergel e Trapiche – a expansão da cidade, do seu marco zero na Praça Dom Pedro II para Bebedouro, Jaraguá, Centro, Vergel, Trapiche, Levada – foram consolidados com o estabelecimento da primeira linha ferroviária, em 25 de março de 1868 que ligava Jaraguá – o terminal de desembarque – ao Trapiche da Barra.

A cidade de Maceió progride e em 12 de julho de 1846, já possuía uma sociedade dramática, a Maceioense, cujos amadores eram aplaudidos no teatro de mesmo nome.

No século XX a urbe alagoana, representada por Maceió, era a cidade do bom silêncio, que só as igrejas quebram com as badaladas das missas, a nostálgica badalada das seis horas, para o recolho da oração piedosa – igrejas, como “A bela igreja de Nossa Senhora do Rosário, que possuía uma escadaria maior, alcançando a largura da rua, que foi cortada, e um cruzeiro no pátio, com a abertura da via férrea o pátio desaparece e o cruzeiro foi retirado para o alto da Santa-Cruz – a igreja em seu cômodo dos fundos, era uma enfermaria para indigentes e possuía um jardim, no sopé do morro, onde sinhá Maria Beata cultivava rosas que, por causa das saúvas, cada roseira tinha um caco de barro para água, de forma circular, e uma haste de madeira que sustentava. A roseira era encimada por uma casca de ovo de galinha.” Em Maceió, beata e com metástase das lutas políticas, as igrejas eram o cenáculo das famílias refinadas. As grandes famílias alagoanas encaminhavam seus filhos ao seminário, um dos herdeiros da tradicional família era padre, alguns chegavam a administrar o patrimônio. Durante os três primeiros séculos da evangelização em Alagoas, o padre era considerado um profissional, um funcionário público – a formação mental, educacional alagoana tem seu núcleo fundamental nos conventos franciscanos de Penedo, Alagoas. Por volta de 1719, esses conventos franciscanos ensinavam gramáticas e humanidades.

A participação da igreja católica, no cotidiano das vilas e cidades, fomentou a base estruturante dos caracteres angulares da sociedade alagoana do século XVI ao XX. A partir da Constituição de 1891, a primeira republicana, a igreja separou-se do estado, mas continuou a exercer uma influência importante até a década de 70 do século XX. Há, para ilustrar a importância, atitude e religiosidade inflamada do povo alagoano, a personificação do sineiro da igreja dos Martírios que dobrava o sino e continuava o seu ofício repicando e dobrando, dobrando e repicando, da mesma forma até o dia em que chorou, não dobrou mais, nem repicou, de medo e de mágoa, das bodas, aos batizados, aos funerais, as missas, as novenas, a posse e renúncia de governos… As badaladas pararam – no palácio dos Martírios não se ouviram então os dobres nem os repiques; os velhos bronzes emudeceram. O anônimo sineiro, igual ao João da Glória Machadiano, foi-se.

O anônimo sineiro era o Governador Euclides Vieira Malta. O Governador do Estado de Alagoas nos períodos: 1900 a 1903; 1906 a 1909 e 1909 a 1912. Euclides era genro do Barão de Traipú, primo do Presidente da República Floriano Vieira Peixoto. Em 1911, Euclides Malta institui convênio, que duraria 50 anos, para o monopólio da luz elétrica à firma Bastos e Malta. Há também no mesmo ano o estabelecimento do arrendamento da cachoeira de Paulo Afonso a Delmiro Gouveia, que foi recebido, no Palácio dos Martírios e expressou ao Governador Euclides Malta que não sairia de Pedra, atual cidade de Delmiro Golveia, e iria disponibilizar água encanada, luz elétrica, direitos humanos, tratamento médico, dentário, roupa lavada e engomada, instrução pública em escola. Pedra se transformará na cidade de Munique, industrializada pelos alemães. Delmiro Gouveia permaneceria nela de 1912 até 1917 – instituindo a mais importante experiência industrial nordestina do século XX.

Euclides Vieira Malta será, ainda, em primeiro de fevereiro de 1912 o leitmotiv para a denominada “operação xangô”, que é deflagrada pela Liga Republicana Combatente, após as evidências de que o mesmo Euclides estava solicitando os préstimos da mais importante e famosa mãe de santo, do Candomblé das Alagoas, Tia Marcelina, da Costa d’África – Euclides foi denominado o papa do xangô alagoano – o Deus Leba ou Legba. Houve revolta na sociedade; a situação, segundo Abelardo Duarte, foi episódica, já que Euclides era católico fervoroso e sineiro anônimo, mas com tolerância à ritualística africana.

A Liga Republicana Combatente, em homenagem a Miguel Omena (advogado ligado à classe dos trabalhadores, ao partido democrático e assassinado na Ponta Grossa, por um alemão, Augusto Müller, por motivo fútil), era uma organização proletária e carnavalesca presidida por Manoel Luiz da Paz, miliciano e reformado lutador na batalha dos Canudos, e tendo integrantes da direção do partido democrático, vinculados ao líder político José Fernandes de Barros Lima. Eram participantes da Liga, membros da elite do partido democrático: Adalberto Marroquim, Olímpio Galvão, Virgílio de Campos, Franco Jatubá e Francisco Montenegro, que foram formadores, posteriormente, da estrutura governamental do período 1912 a 1930 – com sede social à Rua Pernambuco Novo, 86, atual Teixeira Bastos, e em época primeira na Rua do Supapo, 311. Estava situada em região perto de um dos importantes terreiros do xangó alagoano.

A Liga Republicana Combatente era a coordenadora do Clube dos Môrcegos, possuidor de apreciada orquestra de triângulos, e na noite de primeiro de fevereiro de 1912 organizaram o quebra dos terreiros de xangô. A operação foi planejada por cidadãos que residiam, na grande parte, nas vizinhanças dos terreiros – aproveitavam a festa de Oxum e Imaculada Conceição que era festejada no período de 23 de janeiro a 02 de fevereiro; O cortejo teve similitude com uma prévia dos carnavalescos dos “morcegos”. O êxito foi definido por Maceió, à época, possuir terreiros em ambientes afastados. A simulada prévia adentrou ao terreiro do conhecido jogador de maracatu João Catarina – o belo maracatu alagoano, brincado no pátio e em frente ao cruzeiro da Igreja do Rosário, conforme relatou Abelardo Duarte – e prosseguiu para os outros como Tia Marcelina, Chico Foquinho, mestre Félix, Tio Salu, Maria da Cruz, João Funfun, Manuel Guleiju, Pai Aurélio, Adrião e Adolfo.

Atualmente os objetos, oriundos do quebra, após permanecerem por 38 anos no Museu Sociedade Perseverança e Auxílio, inaugurado em 16 de setembro de 1897, está sob guarda do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Abelardo Duarte assim se refere à coleção: “As peças têm, a ‘sua’ história. E história, de certo modo, com lances dramáticos. Pertenceram às mais antigas casa de cultos afro-brasileiros de Maceió, donde foram violentamente retiradas no célebre quebra-quebra da soberania, em 1912, que deu cabo de todos os Terreiros – os velhos Xangôs – como eram, então ainda, popularmente chamadas as referidas casas de cultos afro-brasileiros desta cidade, e exerceu tremenda perseguição se não mesmo caça selvagem aos praticantes e figuras desses cultos, sacerdotes e sacerdotisas simpatizantes e aderentes.” Sávio de Almeida registra que “A perseguição sempre foi constante e não era difícil ver jornais falando de batidas policiais, pois, na verdade, a ‘seita’ – xangô era considerada tão marginal quanto a própria pobreza que ela representava. A perseguição parece-nos que somente será abrandada na década de 60 com as comemorações de 08 de dezembro, em que na praia se faz para Iemanjá”.

Após a operação quebra dos xangôs, em 1º de fevereiro de 1912, o Jornal de Alagoas, coordenado por Luiz da Silveira, codinome “O espantalho das oligarquias”, faz publicar uma série de artigos escritos pelo Jornalista Fulguêncio Paiva, intitulada Bruxaria – por sua particularidade e sendo posicionada dos dias 04 a 08 de fevereiro de 1912 suscita a determinação em veicular informação que, no olhar mais apurado, seria para desmascarar a suposta associação do governo estadual alagoano com as práticas dos religiosos do xangô – Euclides Malta, governador de Alagoas, empreende viagem ao Recife no dia 29 de janeiro de 1912 e só retornará no dia 24 de fevereiro de 1912 – durante esse período respondeu pelo governo o coronel Macário Lessa, homem com atributos e lealdade a causa de Euclides Malta, mas sem a atitude política necessária para instituir ordem e representatividade a situação – o retorno de Euclides é tumultuado e sua queda ocorreu após o trágico episódio da morte do jovem advogado Bráulio Cavalcante, contando com 25 anos e partidário das lutas dos democratas – Bráulio é morto em praça pública no dia 10 de março de 1912 e seu enterro no dia 11 de março de 1912 às 11h da manhã é transformado no maior fato político já ocorrido, no período republicano, em Alagoas – o ferimento, provocado por projétil de bala de fogo atinge o 4ª espaço intercostal e provoca hemorragia por lesão pulmonar com morte imediata.

Todas as circunstâncias acima pavimentaram a eleição do Governador Clodoaldo da Fonseca e de seu Vice, Fernandes Lima, que tem cerimônia de posse no dia 12 de junho de 1912.

As tradições religiosas afro-brasileiras tiveram, em Alagoas, um movimento civil organizado e que influenciou os governos subsequentes ao Quebra de 1912, a empreender atos de perseguição contínuos até a década de 1950 – cabe ressaltar que não ocorre atitude institucionalizada, ou melhor, ato governamental ditando regras ou princípios para os encontros dos religiosos afro-brasileiros, mas há a atitude velada que, sendo explícita, enquanto existiu a liga republicana combatente, fez o desencadear da maior migração de mestres religiosos para a Bahia, Pernambuco e interior de Alagoas.

No dia 31 de maio de 1939, às 09h da manhã, Arnon deixa o Rio de Janeiro para empreender uma viagem de três meses e meio como delegado da Associação Brasileira de Imprensa – indicado por Austregésilo de Ataíde.

À África Portuguesa, visitada por Arnon de Mello, era aplicado o Darwinismo cultural, fundamentado no processo inelutável da seleção natural, em que o forte domina o fraco na luta pela existência. O colonialismo, naquele momento, sofria questionamentos da moralidade de sua existência, já que o direito a autodeterminação dos povos, que fora proclamado no Congresso da Segunda Internacional Socialista, realizada em Londres, no ano de 1886, foi enunciado, após a I Guerra Mundial, pelos Estados Unidos da América e Rússia.

Arnon de Mello, nascido em Rio Largo, Alagoas, no dia 19 de setembro de 1911, estava com 28 anos, quando fez a viagem à África, solteiro, e só casaria, em Lisboa, com Leda Collor, em dezembro de 1939, com quem teria cinco filhos: Leopoldo, Leda Maria, Ana Luisa, Fernando, que viria a ser o 1º Presidente eleito após o golpe militar de 1964, e Pedro. Arnon não era um neófito, pois, tinha participado, como correspondente de guerra, da Revolução Paulistana de 1932, além de ter sido recebido em 1935 pelo Presidente Roosevelt, na Casa Branca, em Washington.

Ao chegar a Portugal, no dia 12 de junho de 1939, foi recebido, em jantar, pelo general Antônio Óscar de Fragoso Carmona, então Presidente de Portugal, e o Ministro das Colônias Portuguesas, na África, Dr. Francisco José Vieira Machado – com esses viajaria a África. No dia seguinte se alistaria, em audiência, com o 1º Ministro Antônio de Oliveira Salazar, que fora convocado por Carmona para estruturar as finanças do estado português.

Salazar viria, durante a 2ª Guerra Mundial, iniciada em setembro de 1939, alinhar uma atitude própria do regime fascista, autocrático e antidemocrata à Portugal.

Arnon, no livro África, faz comentários elogiosos a Carmona e Salazar, mas não passam despercebidos, em seus relatos, a pobreza, a precária estrutura das moradias (palhotas) e os severos impostos do sistema colonial.

A África portuguesa cadenciou uma dominação colonial que não oferecia aos africanos possibilidade alguma de escaparem do duplo controle, da administração e dos colonos, os quais formariam, posteriormente, a 1939 uma frente contra os autóctones. Houve desde 1933 uma transferência massiva de proletários brancos, desempregados da Europa, rumo à África, que poupava as metrópoles da contestação operária e, pela mesma ocasião, assegurava a tentativa do branqueamento da África portuguesa.

Arnon não faz maiores comentários à forma como o governo português faz sua tessitura para explorar os africanos, mas sua descrição não tem reservas para expressar o grau de subserviência, dificuldade e falta de perspectivas dos autóctones ou como eram chamados os indígenas.

Arnon em 1938 frequentou o curso de Sociologia e Antropologia da Universidade do Distrito Federal, onde interagiu com Gilberto Freire e Arthur Ramos – o próprio Gilberto é testemunha da aplicação, pormenorizada, do interesse invulgar do aluno especial que já conhecia clássicos e a história pátria, fato que é notado em seus pertinentes comentários no enfocado e importante livro África, publicado em 1941, pela conceituada livraria José Olympio, onde sua narrativa, em forma de diário, pronuncia uma formação erudita e pouco evidente ao político brasileiro – parece que, no caso de Arnon, o político envolve o literato e assim poderemos explicar o silêncio da produção nacional associada à negritude em não citar “África” como um importante documento da geração de 1930.

África traz particularidades que despertam o interesse do leitor, a causa dos estudos africanos – com olhar jornalístico, mas demonstrando ser conhecedor dos grandes estudiosos do tema, como os alagoanos: Arthur Ramos, Tavares Bastos, Gilberto Freire, Ernest Crawley, Paulo Prado, André Gide, Melo Moraes Filho, Padre Antônio Vieira, Paulo Prado, Oliveira Martins, Joaquim Nabuco, Santa Rosa, como autor da capa, Manoel Diegues Júnior – muitos destes foram fraternos amigos do escritor Arnon de Mello. Surpreende o desconhecimento e a inexistente citação do livro África nos diversos estudos brasileiros contemporâneos.

O inusitado é que Arnon, conhecendo a obra de Nina Rodrigues, Estácio de Lima, Arthur Ramos, José Lins do Rego é, evidentemente, pioneiro, como os citados, nos estudos no negro brasileiro – acreditando na força dos relatos do livro África, selecionamos fragmentos importantes que explicam como o estudioso, o literato, consegue influenciar o político e suas ações para a cidadania.

No dia 28 junho Arnon aporta em Santiago de Cabo Verde, com população de 18.646 habitantes. Aqui Arnon é levado ao nordeste de sua infância, em Rio Largo, Alagoas, tão cheio de influência africana.

Visitando Santiago, sou levado a voltar de novo os meus olhos para o Brasil. Mais do que para o Brasil: para o Nordeste da minha infancia, tão cheio de influencia africana e com tantas das cores que aqui venho ver mais nitidas e vivas do que em outras religiões do nosso territorio. Além da identidade de raça, cultura e civilização, das nossas relações de outrora (a Companhia de Comercio Grão-Pará e Maranhão, fundada pelo marquez de Pombal, estendia os seus poderes a Cabo Verde), ha ainda um ponto em que coincidem nossos passados: desenvolvendo-se Santiago sob o regime do braço escravo, tal como o Brasil, a abolição, decretada para as colonias em 27 de Abril de 1858, destruiu-lhe o patriarchado rural, golpeando-lhe fundamente a economia com os methodos democraticos de agricultura. Minha sensibilidade de brasileiro exalta-se mais ainda ao contracto da bôa gente da cidade, na qual se surpreendem a simplicidade, a doçura, a communicabilidade, o ar effusivo que nos marcam. E, acima de tudo, o instinctivo amor ao Brasil, que lhe apparece como motivo de orgulho e em cujo actual desenvolvimento Ella entrevê o seu futuro. Santiago mantem em relação a nós uma singular intimidade, integrada na nossa vida, conhecedora dos nossos homens e das nossas cousas, absorvendo tudo quanto é nosso, até as nossas proprias emoções, como se se tratasse de um pedaço de nós mesmo. Somos para o caboverdeano um irmão, o irmão que atingiu a maioridade , e, sem quebra da sua fidelidade a mãe-pátria, merecemos-lhe todo o carinho que se possa imaginar. Seus filhos, que teem a irresistivel attracção da terra em que nasceram, mesmo da Metropole, mas não regressam do Brasil. Pisando o nosso solo, nelle ficam e morrem, e se transformam em novos laços de união ente nós e Cabo Verde. Não acredito que o Brasil seja mais estimado, mais comprehendido, mais “sentido”, mais admirado, mais amado em qualquer outra parte do que nestas ilhas. Só mesmo quem aqui venha pode ter uma idéia do calor affectivo com que se olha nosso paiz e se acolhem os brasileiros. (MELLO, Arnon de. Africa. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1941, pág. 79 a 81)

Em 02 de julho, Arnon visita São Thomé e relata:

Uma multidão inteiramente preta comprime-se na terra. As nossas bahianas mais typicas estão espalhadas por aqui, com os seus vestidos largos e coloridos, em que sobresae sempre o vermelho, com os seus lenços á cabeça, com os seus balangandans, com a sua côr que o sol não queima, com os seus taboleiros de doces. E quase todas descalcas, com o bom sapato que Deus lhes deu, franciscanas de pés mas ricas de enfeites nos vestidos. Em meio dessa multidão, os angolares exhibindo-se na dança do Congo. São dez ou doze homens e mulheres, todos de meias, com fantasias mais ou menos côr de rosa, mascaras ao rosto, uma vara á mão e um grande chapéo á cabeça. Não é bem chapéo. Eller usam umas fôrmas de madeira, de onde saem arames de cerca de meio metro, recobertos de uma especie de flor de papel de seda branco e côr de rosa. O chefe do grupo e sua companheira, vestidos rigorosamente de preto, teem cabeças de boi com tres chifres, escondendo-lhes as physionomias e revelando o velho totemismo que já a cultura amerindia havia legado ao Brasil. Dançam pulando e marcando com um pé, batendo com a vara no chão e marcando o compasso aos gritos de – Ô! Ô! (MELLO, Arnon de. Africa. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1941, pág. 95 a 96)

No trecho “12 de julho: Cabo das Tormentas”, Arnon expressa:

Estamos no Atlântico Sul, viajando ao longo da costa da Africa e defronte do Brasil. Vamos nos aproximando do continente que tão ricos elementos levou á nossa formação. Tenho que devemos á Africa quase tanto á Europa, não apenas no que diz respeito ao coefficiente de energia humana para o nosso progresso material como ainda no que se refere á nossa composição ethinica e á nossa cultura. Deu-nos tudo a Africa. Deu-nos o seu proprio sangue, sangrando-se a si mesma, despovoando-se, quase que se desfazendo, transplantando sua população. E deu-nos muito mais, deu-nos, no dizer de Nabuco, “um povo, construiu o nosso paiz”. A propria technica da industrialização dos productos brasileiros, principalmente da canna de assucar, os portuguezes a receberam dos mouros, aos quaes ainda a melhor experiencia para a victoriosa colonização dos tropicos. E o negro teve seu grande triumpho no Brasil. Levado como bicho, como cousa, como raça inferior, como escravo, terminou marcando-nos com os seus firmes traços, exercendo sua influencia sobre nós, modificando-nos a linguagem, enchendo-nos dessa doçura bem typica de caracter, dando-nos a musica e até nos transmitindo a sua côr. E o que temos de alegria, de expressões mais robustas de exuberancia, em que pese aos oculos escuros do sr. Paulo Prado no seu Retrato do Brasil, vem ainda dessa fonte extraordinária de vida e energia. Um dos nossos mais serios e lucidos homens de pensamento, Gilberto Freyre, não tem duvidas em affirmar por outro lado, que, “na formação do brasileiro – considerada sob o ponto de vista da nutrição – a influencia mais salutar tem sido a do africano: quer atravez dos valioso alimentos, principalmente vegetaes, que, por seu intermedio, nos vieram da Africa, quer atravez do seu regimen alimentar, melhor equilibrado que o do branco – pelo menos no Brasil, durante a escravidão”. (MELLO, Arnon de. Africa. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1941, pág. 107 a 109)

Em Marracuene, que foi o primeiro campo de luta entre brancos e negros para a ocupação dos domínios portugueses:

Ainda nas mulheres, é diversa a maneira de vestir, embora haja ás vezes uma ou outra particularidade que indica suas tribus. A saia é um pedaço de panno que enrolam da cintura para baixo, prendendo-o com um cinto qualquer. Quando dançam usam ainda uma tanga de bambu e nos tornozelos pequenas cabaças com sementes para fazerem ruido. Teem todas os pés descalços. Não deixam os seios á mostra. Cobrem-nos com um lenço grande amarrado ás costas. Tambem teem um lenço na cabeça. Ha mulheres de cabellos pintados de vermelho, com o que indicam aos maridos que se acham em estado interessante para que estes delas se afastem. A situação, quando se trata do primeiro filho, perdura até dois annos depois do nascimento da criança, período estabelecido para sua amamentação. (MELLO, Arnon de. Africa. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1941, pág. 140 a 141)

Magul, em 24 de julho, Arnon é apresentado a uma África em todo o seu esplendor selvagem, de quando Gungunhana, líder em Moçambique, imperava e se rebelava contra a soberania portuguesa.

Magul. Depois do almoço realiza-se formidavel espectaculo: um ataque simulado de 32 mil pretos, entre os quaes muitos vátuas, contra a tribuna onde nos achamos. Á frente desta, como a nos guardarem, os régulos e regulas de todas as tribus ali presentes, vestidos de brim kaki com enfeites verdes e chapéo cinza de abas largas, como determina o governo. Ha inicialmente o batuque de guerra. Já aqui não se reduzem apenas aos tambores os instrumentos musicaes com que se incentivam os combatentes. Ha muitos outros, que dão a ideia de um jazz-band e communicam a todos grande enthusiasmo. Primeiramente exhibem-se os homens. Emquanto o grupo fica formado, um deles sae da fileira para dançar. Seus olhos, esgazeados, queimam como chammas. Tudo nelle são ardentes manifestações de raiva e ódio. O preto parece que perde a cabeça, transtorna-se, fica como um louco, lançando-se ao chão, pulando, esperneando. É o demagogo que açula a massa, que a incita á refrega, até á destruição. Vê-se pela physionomia dos demais o effeito excitante dessa eloquente linguagem de gestos e de esgares. Retiram-se agora os homens e vêem as mulheres, estas já vestidas mais africanamente, com os seios á mostra. E’ uma dana de estimulo ao homem para a guerra, cheia de promessas e esperanças aos victoriosos. Gingam, bamboleiam-se com sensualismo, batem palmas e cantam qualquer cousa que me recorda o nosso Me dá, me dá. E’ a rumba, o samba, o fox-trot reunidos, o manancial de onde o americano, o cubano e o brasileiro tiraram a sua musica. A hora do ataque é chagada. Concentram-se lá longe, como um formigueiro, os milhares de combatentes. Agora avançam em forma de U para cobrirem todos os lados da tribuna. As terriveis azagaias brilham vivamente ao sol que aquele tudo, como se não estivessemos no inverno. Oscillam ao vento as pennas altas dos seus chapéos. Cantam cantivos guerreiros. Com seu arcceso, as attitudes selvagens, as pelles com que se cobrem, parecem feras irritadas. Na sua maioria shopes e machanganas, de orelhas furadas a faca, correm na nossa direcção e chegam quase aos nossos pés, azagaias á frente, escudos em posição, tudo preparado como se estivessem realmente num combate. Não devia ter sido doutra forma o recontro de Magul, em 1895. Que sensação experimentamos! Olho para a tribuna, que abriga uma centena de brancos desarmados, e volto-me para aquelle mundo de pretos promptos para qualquer batalha. São 32 mil indígenas que falam a sua lingua proproa, e manteem os seus costumes. Que impressão nos causa tudo isso! 32 mil pretos, dirigidos e obedientes a uma unica voz de branco: a do administrador! A batalha está travada e os guerreiros movem-se inquietos de um lado para outro, apontando suas armas em todas as direcções para fincal-as finalmente no chão, sempre cantando. (MELLO, Arnon de. Africa. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1941)

Em 29 de julho, estuda a família africana, visita a fortaleza de Sofala, que era a garantia do poder lusitano e onde lutaram e afirmaram o domínio: Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Pero de Anhaya, e a fortaleza foi o Templo do Assassínio de D. Gonçalo da Silveira.

No regime polygamico em que vivem, os pretos teem ao mesmo tempo varias mulheres – a mulher grande, como é chamada a primeira, e muitas mais, tantas quantas possam adquirir e desde que suas rendas permittam pagar o imposto de palhota, que lhes é cobrado sobre cada uma. Elles ganham dinheiro quase exclusivamente para ter mulheres e isso é o que os leva a fazer suas economias. Não é apenas por sexualismo exaltado que assim procedem mas principalmente por uma imposição do proprio meio. A sua importancia na povoação mede-se pelo numero de mulheres – manacaes – que possuam. Por outro lado, as mulheres constituem para elles uma dupla riquesza: além de terem filhos que rendem aos paes, ellas é que trabalham a terra, de accordo com a organização social do seu povo. Os pretos adoram possuir grandes familias, pois como isso augmenta o seu prestigio. Os casaes que não as teem separam-se immediatamente, repudiando-se os cônjuges como estereis. As mulheres, como os homens, julgam-se profundamente infelizes quando não procriam Os homens preferem sobretudo filhas, não sómente em virtude destas lhe trazerem o lobolo mas ainda porque representam o amparo da sua velhice, pois, quando já cansados, ellas teem o dever de acolhel-os. Não existe ciúme entre os pretos, e não se conhece crime commettido por amor. O sexo desabrocha muito cedo entre os africanos. Com 12 anos, já se mostra o preto cheio de inquietação, procurando uma mulher para consorciar-se. O que o impede desse intento é o imposto da palhota, obrigatório para os casaes. Aqui não se concebe que o homem se uma a uma mulher e fique morando na casa de outrem. Quando seus rendimentos ainda não lhe permittem arcar com a responsabilidade do imposto, elle entra em accordo com o pae da moça que lhe interessa, ou para que a guarde com cuidado, como a reservaria ainda muito novinha para o pretendente que desde logo apparecesse. As mulheres casam-se aqui o mais cedo possível, até com 12 annos, e são tambem animadas por uma ardente sexualidade. Mas se o sexo surge muito cedo nos homens, muito cedo tambem os abandona. (MELLO, Arnon de. Africa. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1941)

Em “Notas sobre a sobre a colonização portugueza”, Arnon expressa a diversidade africana, assistindo e fotografando a Tangari – a dança do galo – um nativo cheio de penas pela cabeça, tronco, pernas, faz-se de galo e imita-lhe.

Em Luanda, olhando estas paisagens familiares – casas que parecem transportadas do Brasil, physionomias perfeitamente nossas, costumes nitidamente brasileiros – vou tomando notas rapidas, ao sabor das emoções. Com a sua “capacidade unica de perpetuar-se em outros povos, dissolvendo-se nelles a ponto de parecer ir perder-e nos sangues e nas culturas extranhas mas ao mesmo tempo communicando-lhes tantos dos deus motivos essenciais de vida e tantas das suas maneiras mais profundas de ser”, como frisava Gilberto Freyre, – Portugal estendeu os nossos limites muito além do Prata e do Oyapoc. Vivemos por varios continentes, revendo-nos a cada instante em fortes affinidades pasychologicas, sociaes e culturaes. O phenomeno em qualquer parte por onde andemos é o mesmo que se observa no Brasil: a cultura lusa a rejuvenescer-se e ampliar-se com collaborações diversas. E, por mais accentuadas que estas sejam, continuando a dominar, cedendo, transigindo, mas não perdendo o seu lugar de centro de contituição de um novo feito de vida e de uma nova civilização. De todas as colonias que visitamos, Cabo Verde é a que mais se approxima do Brasil nos diversos aspectos da sua formação. E’ verdade que o negro para lá transplantado não encontrou o indio americano mas teve o branco com os mesmos methodos de colonização. Fundiram-se assim raças e culturas, gerando essa quase absoluta unidade de emoção e sentimento que nos liga. Encontrei em Cabo Verde brancas casadas com pretos e pretos retintos em situações de relevo e occupando cargos de destaque na administração, mobilidade que já não se verifica commummente em Moçambique, em virtude da influencia da Africa Ingleza. Apezar das suas condições politicas – colonia de um paiz governado sob regime de autoridade – a democracia social ali existe de facto, ao contrario do que se passa na União Sul Africana, organizada dentro dos moldes da liberal-democracia, mas onde os direitos dos homens de côr se reduzem a nada. Pode-se atacar a colonização potugueza mas não se pode deixar de reconhecer a extraordinária contribuição que trouxe á humanidade, o seu formidavel pode criador, rompendo com intelligencia e audácia fronteiras raciaes e promovendo uma experiencia ethnica, cultural, social e biológica das mais interessantes para o futuro do mundo. Referi-me ás ligações de Angola com o Brasil e devo insistir neste ponto. Dessas ligações, quase que somente para nós adviram os beneficios. Quando Salvador Corrêa de Sá e Benevides se dispoz a libertas a colonia de Africa, fel-o, como lembra Cadornega, “em utilidade de todas as Praças” do nosso paiz, “a respeito do Commercio dos Escravos”, “de que estavão todos mui faltos”. Resumia-se a actividade de Angola em fornecer braços para o nosso desenvolvimento economico. A sua colonização se fez sobre esta base, não se interessando o portuguez aqui chegado por outra especie de negocio. O trafico para o Brasil, reduzindo ao extremo a sua população e impedindo que se explorassem as suas riquezas, prejudicou-a substancialmente, dahi resultado e á qual se referiu com tanta agudeza a escriptora Maria Archer. Observamos Angola e nella não surprehendemos essa força de construcção que distingue o Brasil. Não lhe percebemos os traços de personalidade que destacam Cabo Verde. A approximação do preto com o branco em terras de Africa não teria produzido os mesmos effeitos verificados em outras partes. Na America do Sul e em Cabo Verde, encontra-se-iam os dois, ambos transplantados, mas o portuguez defrontando condições physicas e geológicas differentes das suas, emquanto o africano, filho dos trópicos, continuava nos trópicos. Seria o branco luso no novo continente um elemento civilizador e criador, a misturar sangues, acceitar muito do que o preto trazia de seus e reduzir distancias sociaes, atravez das sua sgrandes qualidades de acclimatabilidade, miscibilidade, mobilidade, indifferente a preconceitos raciaes e só fazendo restricção em materia religiosa, pois quem não fosse catholico não podia entrar no paiz. A raça indigena que o preto encontrou no Brasil seria fácil de vencer pela sua incapacidade para adaptar-se ao esforço de construcção que della se exigia. Para a Africa teriam ido os mesmos brancos lusos, levados, entretanto, por estímulos totalmente diversos dos que os impelliam para o Brasil. Aqui chegaram elles quase como turistas. Vinham para escravizar os pretos, não para fazel-os trabalhar a terra mas para exportal-os e vendel-os. O africano que desembarcava no mundo novo seria de qualquer modo, mesmo doente, cambaleante, esqueletico, dos melhores typos da sua raça, pois só estes resistiriam aos martyrios do trafico, ás moléstias contrahidas no decorrer de transporte, e depois ainda á depuração dos próprios senhores. E emquanto ali se ligariam á terra, teriam sua utilidade, seriam elementos indipensaveis ao desenvolvimento do paiz – aqui, continuariam como animaes caçados para o grande mercado de escravos. Mas na intensa vibração dos filhos de Angola, nos seus pensamentos e sentimentos, encontramos bem viva a vontade de affirmação que difficuldades e factores não enfrentados e não conhecidos de outras zonas de formação lusa tanto teem, como vimos embaraçado. (MELLO, Arnon de. Africa. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1941)

No ano de 1950, o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas recebe, após árdua missão dos consórcios Abelardo Duarte e Théo Brandão, a coleção Perseverança, oriunda da operação Quebra do Xangô, ocorrida na noite de quinta-feira, do dia 1º de fevereiro de 1912. Um ano depois, em 1951, Arnon de Mello é eleito Governador do Estado de Alagoas e irá empreender mudanças importantes no respeito à religiosidade afro-brasileira.

Alagoas rumou, ao longo de sua história, com marcantes demonstrações de intolerância ao elemento formador da sua essência o negro e o índio – o episódio que de 1º de fevereiro de 1912, que é evidenciado no período Euclides Malta, é uma prova inconteste dos nossos equívocos – Arnon, por todos os pormenores descritos acima, empreendeu política de clara tolerância e convivência com nossa religiosidade africana – após 1912 não há, um só governo alagoano que tenha, por atitude acadêmica, posicionando ações pacificadoras para incluir a afro religiosidade e todos os seus seguidores em posição de liberdade aos seus cultos. Arnon assume o governo em 1951. Rompendo com a dominação dos Góes Monteiros – vencendo Silvestre Péricles e organizando a hoje mais importante estrutura jornalística das Alagoas, com Rádio e TV – em seu governo não são noticiadas hostilidades à religiosidade africana – consultar e discutir uma postura tão óbvia parece algo periférico, mas ampliando o conhecimento fica claro que o governante pode ser compreendido por suas ações, pelo futuro, do que pelo seu ato no presente. Arnon pagou o preço, que a política institui no homem público, que foi o de diminuir a força do escritor, mas sua capacidade humanística, referenciada em África, o fez entender a importância da igualdade dos cidadãos. ‡

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS: MELLO, Arnon de. Africa. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1941.

***

* É médico cirurgião plástico, professor da Universidade Federal de Alagoas, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas e do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico de Pernambuco.

 

Fonte: http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=210200

 

Filme “O Substituto”

Henry Barthes (Adrien Brody) é um professor de ensino médio, que apesar de ter o dom nato para se comunicar com os jovens, só dá aulas como substituto, para não criar vinculos com ninguém. Mas quando ele é chamado para lecionar em uma escola pública, se encontra em meio à professores desmotivados e adolescentes violentos e desencantados com a vida, que só querem encontrar um apoio para substituir seus pais negligentes ou ausentes. Sofrendo uma crise familiar, Henry verá três mulheres entrando em sua vida e vai começar a perceber como ele pode fazer a diferença, mesmo que isso venha com um alto custo.

A hipócrita indignação de um jornal israelita

Na edição de hoje do tabloide sensacionalista Bild – jornal popular estabelecido na Alemanha e a serviço de criminosos sionistas – podemos ler na manchete a aparente indignação do jornal Haaretz de Israel.

Segundo a matéria, o jornal israelita faz um apelo dramático: “Como o mundo pôde observar passivamente o Holocausto? Da mesma forma como ocorre agora em Aleppo”.

Ou seja, se as criaturas sionistas do ISIS são atacadas pelas forças sírias, russas e turcas, isso é um “holocausto”… Mas quando os próprios israelitas assassinam os palestinos na Palestina ocupada, isso é autodefesa… Mais uma vez a chutzpa judaica em ação, inacreditável!

Como podemos observar algo, se ele não aconteceu? O relato oficial deste suposto plano de genocídio, martelado diariamente nas mentes dos ingênuos e denominado “Holocausto judeu”, é uma afronta às leis da física, ao bom senso e a qualquer tipo de razoabilidade. Somente através do mofado e doente clima esquerdista do pós-guerra e do controle ferrenho dos meios de comunicação, é que se torna possível a manutenção desta gigante lenda de pés de barro. Mas os tempos mudam e a verdade virá a tona; cedo ou tarde, para desespero dos “eleitos” – NR.

À propos, ontem, quarta-feira 05/09/2016, o exército israelita bombardeou novamente a Faixa de Gaza. Também foi abordado um navio com 13 mulheres ativistas a 45 milhas de Gaza. Segundo a emissora Al-Jazira, navios de guerra se aproximaram da embarcação “Saytun”, sob bandeira holandesa, e destruíram o sinal de rádio. Logo após foram informados que soldados tomaram o controle do barco e o levaram a um porto israelita.


Inúmeras pessoas foram até o porto saudar as ativistas

A embarcação saiu de Barcelona em setembro, com destino a Faixa de Gaza, em protesto contra o longo bloqueio do território palestino por Israel. A bordo se encontrava, entre outras, a Prêmio Nobel da paz, a irlandesa Mairead Maguire. “Se nós não formos interceptadas, chegaremos amanhã”, disse ontem a tarde Sandra Barrilaro, uma das ativistas. “Nos foi informado que seremos recebidas por pescadores com seus barcos, por muitas pessoas, pela imprensa. Estamos tristes, pois eles não permitem nossa entrada. Seria bonito, mas somos realistas”. As autoridades israelitas já tinham anunciado que iriam interceptar o “Saytun”, antes que ele chegasse em solo palestino. Em 2010, o exército israelita tinha assaltado o navio “Mavi Marmara” e assassinou ativistas turcos. A viúva de uma das vítimas daquele episódio se encontrava a bordo do “Saytun”.


Israelitas bombardeiam Gaza. Onde está a indignação do mundo?

Horas antes, a aviação israelita bombardeou o norte de Gaza, em retaliação a um foguete caseiro jogado em território judaico (sic, pois os israelitas pensam que é deles, por ordenamento divino…).

Dentre os objetivos da aviação israelita, estão aparentemente também as pessoas que se encontravam no porto e aguardavam as ativistas. Granadas de efeito sônic foram jogadas, reportou a jornalista espanhola Isabel Pérez. “Nós pensamos que eles estavam nos bombardeando”, relatou a correspondente do portal da internet eldiario.es.

Fonte: http://inacreditavel.com.br/wp/a-hipocrita-indignacao-de-um-jornal-israelita/#comments

Luta contra as altas finanças

O grande capital especulativo e imoral através da exploração pela escravidão dos juros tornar-se-á novamente o alvo da luta nacionalista para o restabelecimento do ideal de justiça social e irmandade entre os homens.

A derradeira frente de combate contra a Plutocracia

A principal estratégia das grandes oligarquias internacionais sempre foi desviar a atenção das pessoas no que diz respeito a “uma das mais importantes pré-condições para a fundação” do partido nacional-socialista, conforme o próprio Adolf Hitler escreveu em sua obra “Mein Kampf”, página 229.

Cerne desta estratégia é levar toda idéia sobre o nazismo à questão racial. Qualquer outra abordagem sobre as diversas políticas (educacional, econômica, social, cultural etc) praticadas outrora pelo governo alemão tem sua interrupção sumária determinada pelos porretes lingüísticos como “teoria nazista” ou “racista” ou “anti-semita”. A intenção aqui é impedir o desenvolvimento intelectual a cerca do tema. Pudemos verificar a aplicação desta tática em setembro de 2007, quando uma das mais famosas apresentadoras no “Jornal Nacional” da TV alemã, Eva Herman, elogiou publicamente a política de Hitler no que concerne a família. A reação foi de espanto total. Eva Herman foi demitida e linchada publicamente.

Uma das principais obras sobre a luta contra as altas finanças foi escrita por Gottfried Feder, em 1932.


Luta contra as altas finanças

Nesta obra, Feder descreve como a economia de um país pode sobreviver sem o sistema financeiro baseado na exploração dos cidadãos através da escravidão dos juros. Sua explanação sobre a criação dos Bancos Sociais da Construção Civil para intensificar este setor da economia é de gigantesca genialidade. Basta aqui citar que em plena crise financeira do início da década de 30, da qual os países aliados somente conseguiram sair graças à guerra contra a Alemanha, esta conseguiu reduzir o número de desempregados de 5,2 milhões em 1933, para menos de 1 milhão em 1937.

Vejamos o que Feder escreve no prefácio de seu livro, em 1932:

Nós estamos no décimo ano após o memorável 9 de novembro de 1923. Na véspera deste dia, em 8 de novembro, nosso Führer escreveu o prefácio para meu livro “O Estado alemão sob bases nacionais e sociais” e ali a frase: “O acervo bibliográfico de nosso movimento recebe aqui sua catequese”. Um pequeno período na vida de nosso povo ao longo do tempo, mas observando o desenvolvimento de nosso Movimento e a história de nosso povo neste espaço de tempo, é um período dos mais importantes e decisivos. Pois estes poucos anos levaram a maioria dos nacionalistas alemães a reconhecer a salvação no Nacional-Socialismo e, passo-a-passo, o resultado do desalmado Tratado de Versailles comprovaram o direito e a legitimidade de nossas reivindicações. Nosso Führer permaneceu nestes decisivos anos à nossa frente numa exemplar retidão. Os objetivos programáticos do Movimento que foram postulados inicialmente, permanecem válidos e inalteráveis.

(…)

Em maio de 1919, logo após a publicação de meu artigo “A via radical”, eu proferi uma palestra em um curso para soldados, entre os quais se encontrava Adolf Hitler. Adolf Hitler escreveu sobre isso em seu livro “Mein Kampf” (I, pág. 229):

“Pela primeira vez na minha vida, assisti a uma exposição de princípios relativa ao capital internacional, no que diz respeito a movimentos de bolsa e empréstimos. Depois de ter ouvido a primeira preleção de Feder, passou-me imediatamente pela cabeça a idéia de ter então encontrado uma das condições básicas para a fundação de um novo partido.
Aos meus olhos o mérito de Feder consistia em ter pintado, com as cores mais fortes, o caráter especulativo, assim como econômico, das bolsas e dos empréstimos internacionais e ter mostrado a sua eterna condição prévia de aplicar juros. As suas exposições eram tão certas em todas as questões fundamentais, que os críticos desde logo combatiam menos a veracidade teórica da idéia do que a possibilidade prática de sua execução. Assim, o que aos olhos dos outros era considerado o lado fraco das idéias de Feder, consistia aos meus o seu ponto mais forte.”

E segue com:

“Quando assisti à primeira conferência de Gottfried Feder sobre o ‘rompimento da escravidão dos juros’, percebi imediatamente que se tratava aqui de uma verdadeira teoria destinada a imensa repercussão no futuro do povo alemão. A separação acentuada entre o capital das bolsas e a economia nacional, oferecia a possibilidade de se enfrentar a internacionalização da economia alemã, sem ameaçar o princípio da conservação da existência nacional independente, na luta contra o capital. Eu via com bastante clareza o desenvolvimento da Alemanha, para não perceber que a maior luta não seria contra os povos inimigos, e sim contra o capital internacional. Senti na conferência de Feder o formidável grito de guerra para a próxima luta.”

Nas páginas seguintes serão tratadas as principais questões a cerca da política nacional-socialista financeira e econômica. Este livro não substitui meu artigo “O Estado alemão sob bases nacionais e sociais”, que permanece antes de tudo ao seu lado como coletânea básica dos assuntos tratados, e não quer suprimir uma representação detalhada e sistemática desta área econômica. (…)

Murnau, em outubro de 1932.

Prefácio da quinta edição

Em 30 de janeiro de 1933, o presidente do Reich, von Hindenburg, nomeou Adolf Hitler como chanceler do Reich. Em 5 de março, o povo alemão ratificou que acredita no Führer. O Reich Alemão é nacional-socialista. Foi possível, passo-a-passo, cumprir as preposições que nós reivindicamos durante 14 anos.
Este livro, que foi concebido para ser um registro documentário, tornou-se agora um documento do Movimento, fruto da esperança e de uma realidade segura. Por isso ele reaparece aqui sem alterações.

Murnau, em setembro de 1934


6 anos antes do início da guerra!!

Fica claro que a maior luta para libertação dos povos é aquela contra o capital internacional. No caso alemão, logo que Hitler assumiu a posição de chanceler do Reich, aqueles grupos oligárquicos que tinham influência ou detinham os meios para tal empreitada, já clamavam em 24 de março de 1933 para o boicote econômico contra o jovem governo nacional-socialista, apenas cerca de 50 dias após a posse de Hitler.

Fonte: http://inacreditavel.com.br/wp/luta-contra-as-altas-financas/

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Ouro como moeda?

Revisão Prova 2º Ano

  1. Quais fatos marcaram o período da Convenção Nacional, durante a Revolução Francesa? R: A morte de milhares de pessoas na guilhotina, a reforma agrária e a abolição da escravatura das colônias, criação da república e voto universal.
  2. Ainda sobre a Revolução Francesa, o que ocorreu durante o período da Monarquia Constitucional? R: O fim do absolutismo e da tirania do rei, o voto censitário e a condenação do Rei Luis XVI por traição.
  3. Como se posicionavam os Jacobinos e Girondinos com relação a política e a qual classe social pertenciam? R: Os jacobinos eram republicanos radicais, pertenciam a pequena burguesia. Já os girondinos eram republicanos moderados, pertencentes a grande burguesia.
  4. Qual foram os períodos do governo de Napoleão? R: Período do Consulado, logo após ele assumir o poder e Período do Império, marcado por guerras externas.
  5. Quais fatores motivaram as independências na América Espanhola? R: As ideias iluministas, o enriquecimento da elite nativa, o desejo do fim do pacto colonial, o apoio inglês aos rebeldes e os exemplos das Revoluções Americana e Francesa.
  6. Cite os motivos e os objetivos da Inconfidência Mineira: R: Teve como um dos motivos internos, a cobrança da derrama. Entre seus objetivos estava a luta pela independência e pela república, porém terminou com a morte e o exílio dos revoltosos.
  7. Qual foi a inspiração da Conjuração Baiana? R: Foi inspirada nos ideais iluministas, liberais, na Inconfidência Mineira e na Revolução Francesa. Foi promovida pela elite açucareira e por intelectuais, contando com a participação popular.
  8. Houve participação popular no processo de independência do Brasil? Justifique: R: Não, pois foi idealizada por uma elite, descontente com o domínio lusitano sobre a colônia. Apoiado por grupos políticos e donos de terras, Dom Pedro é então coroado imperador.